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terça-feira, 12 de julho de 2011

Guia do Mochileiro das Galáxias


Há algum tempo comentei a respeito da 1ª compra que fiz no Estante Virtual, que é uma rede de sebos na Internet. O livro que comprei foi o Julie & Julia, que primeiro era blog, depois virou livro e depois filme. Este último já está na minha lista de prediletos, e já assisti um monte de vezes (Leia as partes 1, 2 e 3 da crítica que escrevi). O livro era um desejo antigo.

O namoradinho está aqui do lado palpitando enquanto escrevo e reinvidicando, com razão, o crédito pelo filme, já que foi ele quem me deu de presente. E de surpresa. Também pudera: Pedi para que ele alugasse o filme umas cinco vezes, então acho que percebeu que sairia mais barato comprar logo o DVD. rs. Thanks, love!

Mas enfim. Assim como comprei o Julie & Julia no Estante, e por sinal adorei a compra, também experimentei usar outro site: O Submarino.

Resolvi presentear o namoradim com o Guia do Mochileiro das Galáxias, e vi que estava na promoção, então efetuei a compra. São cinco livros, e todo o box saiu por 50 reais. 10 reais cada livro, achei que estava bom. Ah, e também teve o frete.

Mas ao contrário do Estante, a entrega pelo Submarino não foi tranquila: O atendimento deles é muito impessoal, feito boa parte por essas mensagens automáticas. E quando meu pedido ficou retido por causa do ICMS, isso ocasionou maior demora no recebimento e as respostas continuaram estranhas. Fiquei insegura, achando que não receberia o livro.

Os cinco livros são fininhos, por volta de 200 a 300 páginas cada um. A capa deles é fininha, molinha e sem aquelas orelhas que falam do autor e da obra. Cheguei a pensar que se tratava de uma edição condensada, mas não, é isso mesmo. Confesso que fiquei um pouco de decepcionada pela qualidade, esperava edições de capa mais resistente, com mais informações e num formato maior. Então me toquei que no site do Submarino não tem grandes descrições do livro, então a gente simplesmente imagina uma coisa e na verdade é outra.

Outra coisa, pelo menos uma das edições veio com defeitos: um erro de impressão e recorte em uma das páginas e um amassado na contra capa. Mas todas vieram cobertas com papel filme.

Como o boy está lendo outras coisas da nossa biblioteca, resolvi ler o Guia. Já terminei o primeiro e recomendo. É divertido, de um jeito extremamente descarado e cara de pau. Muito maluco o livro, muito doido mesmo. Pena que estou num ritmo em que a leitura é feita meio às pressas, muitas vezes passo dias sem pegar na obra. Até por isso não publiquei a crítica de Julie & Julia aqui, porque acho que não li o livro do jeito certo. Aliás, acho uma certa falta de respeito ler livros às pressas. Parece falta de consideração com eles.






sexta-feira, 8 de julho de 2011

Perfeitas

Uma das coisas que mais gosto nesses tempos de Internet é a democratização das produções de conteúdo. Apesar de ter muita bobagem, coisa feita a esmo e na base da pretensão, também tem muita coisa boa.

Em se tratando de moda, os blogs fazem uma coisa incrivelmente simples, mas ao mesmo tempo super inspiradora. Desde o sucesso da Cris Guerra e o Hoje Vou Assim, o simples ato de mostrar o look nosso de cada dia revela a criatividade de gente de muitos lugares. E aí descobre-se que somos capazes de combinar cores, fazer sobreposições, resgatar peças velhas do guarda-roupa. Gente comum, simplesmente compartilhando fotinhas um tanto narcisistas mas super divertidas de se fazer e mostrar.

Ah, e nem precisa ter tanta grana assim. A Ana Carolina, do Hoje Vou Assim Off, inspirou-se na Cris Guerra e mostra seus próprios looks, porém montados com peças de lojas de departamento, itens comprados em feiras, coisinhas desenterradas do guarda-roupa, etc. Gente como a gente, ela tem problemas financeiros e tenta mostrar formas de usar as mesmas peças de roupa de formas diferentes. Fashionisses sustentáveis.

Nos blogs de moda, pessoinhas comuns, fora do padrão inalcançável de beleza. Gente sem photoshop, muitas sem câmera profissional ou tripé, que tem rugas, olheiras, cabelo fora de corte, veias aparentes nas mãos e pés, esmalte descascando...

Adoro todas essas imperfeições, porque tornam a expressão através do vestuário muito mais real e palpável. Mostram que bom gosto e criatividade vão além de toda a montanha de laquê e maquiagem dos anúncios, desfiles de moda e capas de revistas. E que ao invés de se estressar ao montar produções em que escondemos defeitos, podemos nos divertir mostrando o que há de imperfeito e real.

E assim como a Cris Guerra, somos todas nossas princesas, se quisermos. E escravas libertas também. Somos jovens, somos idosas, somos LGBTT, somos hetero, negras, asiáticas, brancas, indígenas, urbanas, rurais, estudantes, ciclistas. Somos heroínas de nossas histórias e das histórias de outras mulheres, e não apenas um pedaço de tecido ou sapato mostra isso.

Nossa carga está nas rugas, nas fotos sem foco, no nariz imperfeito, nos quilos a mais. E para que escondê-los? Muitas vezes eles são o que há de mais original e único em nossos looks.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Vídeo do Projeto #Eu sou gay já está no ar

Há algum tempo postei por aqui a minha fotinha aderindo ao Projeto #Eu sou Gay. Para quem não lembra, a intenção era enviar uma foto na qual a pessoa segurasse uma plaquinha ou algo assim, na qual estivesse escrito “#eusougay”. Para participar não precisava ser necessariamente gay, a ação era na verdade uma forma pacífica de se colocar a favor de um mundo mais colorido e livre de intolerância.

A intenção era reunir muitas fotos num vídeo, que por sinal já está rolando na Internet! Infelizmente a minha foto não foi selecionada L, mas mesmo assim achei o resultado muito lindo. Dá uma felicidadezinha muito boa ver coisas assim. Acho que vou fazer de conta que faz parte do meu presente de aniversário hehehe.


quinta-feira, 16 de junho de 2011

Promoção de Páscoa Pague Menos

Em abril deste ano a Pague Menos realizou uma gincana virtual, onde pistas foram espalhadas pelas mídias sociais (Twitter, Facebook, etc). Eu elaborei os textos e "caminhos" da brincadeira. Aqui, uma amostra dessa divertida ação.


Clique para ampliar.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Livro novo: Julie & Julia



Dia desses publiquei a crítica do filme Julie & Julia (parte 1, 2 e 3) e estou muito feliz, porque finalmente adquiri o livro que deu origem a filme. O bom é que comprei pela Estante Virtual, que é uma rede de sebos na Internet, então saiu a menos da metade do preço da livraria, incluindo o frete. Lá é um ótimo lugar para encontrar livros raros, então vale a pena dar uma conferida. Outro detalhe: a capa é a original do livro da Julie Powell, uma cozinheira de roupa xadrez vermelha com uma tigela. Odeio essa onda de colocarem fotos dos filmes nas capas dos livros nos quais foram baseados. O filme é que deveria ter capa do livro no pôster, não o contrário.

E tem gente que mesmo gostando de leitura tem preconceito com sebos, mas a verdade é que o meu Julie & Julia chegou novinho pra mim. Sério, nem parece que alguém o leu. Não tem amassados, apenas os cantinhos um pouco arredondados. As páginas não estão amareladas e não há cheiro de mofo. Sinceramente, acho que o livro é novo.

Eu já estou curtindo muito, porque a linguagem é super fluida, já que o livro existe a partir de um blog. Ele já está passeando comigo na bolsa para ler em todo momento que der. Detalhe: a bonitinha aqui precisa estudar para as provas finais de inglês, mas espero terminar Julie & Julia tão rápido que nem vai dar tempo de prejudicar os estudos.





Será que o Sherviajando vira livro um dia, hein? ;P

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Responda a enquete...

... que está aí ao lado, por favor. :)

O IBGE do Sherviajando continua.

domingo, 29 de maio de 2011

Livros novos: Sergio Vilas Boas e Alberto Perdigão



Logo que cheguei ao Encontro ontem, vi uma mesa com o livro "Comunicação Pública e TV Digital", do ex-apresentador da TV Verdes Mares, filiada da Rede Globo aqui no Ceará, Alberto Perdigão. Fiquei bem interessada porque não sei muito a respeito de TV Digital, então o livro poderia ser uma fonte interesante sobre o tema.

Conversei com o autor na hora e ele explicou que o livro defende que é possível uma importante mudança em prol da democracia caso a TV Pública utilize os recursos da TV Digital. Fiquei curiosa porque sempre ouço que o modelo adotado pelo Brasil se limita apenas à qualidade de imagem e áudio, e que democratização mesmo não tem. Mas ele afirmou que é possível sim, a partir da evolução tecnológica do modelo adotado no Brasil. Adquiri o livro na mesma hora, por 30 reais, e estou curiosa por começar a lê-lo.


E outro que entrou para a biblioteca, já há algum tempo, é o "Perfis e como escrevê-los", do Sergio Vilas Boas. Esse adquiri durante uma palestra realizada na UFC, pelo próprio autor, a respeito de jornalismo literário. Fiquei tão encantada com a palestra que acabei escolhendo um livro dele na saída. Esse fala sobre a técnica e a importância de escrever perfis. Pode ser de uma pessoa ou até mesmo de uma instituição. Acho que custou 35 reais.


Apesar de já ter começado a ler o Perfis há algum tempo e ainda não ter terminado (ao contrário da Saga Crepúsculo e do Marley e Eu, que foi rapidinho rsrsrs), me dá muito prazer ler, trabalhar e conversar sobre comunicação. Posso até não ficar ricah, mas que minha vocação é para isso, não tenho dúvidas.

sábado, 28 de maio de 2011

Encontro de blogueiros no Ceará


Estou participando do Encontro de Blogueiros no Ceará (clique para assistir ao vivo), hoje e amanhã, aqui no Cuca Che Guevara, em Fortaleza. Pela manhã, tivemos palestra com vários blogueiros e jornalistas, dentre eles o Paulo Henrique Amorim e a Georgia Pinheiro, da TV Record e do blog Conversa Fiada, onde postam críticas políticas. Quando cheguei, as falas dos outros palestrantes já haviam passado e peguei o finalzinho da fala do Paulo Henrique Amorim e as perguntas da plenária, maioria direcionadas a ele. Ele falou basicamente do contexto dos blogs que não tem medo de fazer críticas severas ao cenário político e como a maioria deles já foi processado, inclusive o Conversa Fiada. Criou-se um clima de status "diferenciados" para os "blogs sujos", os que já foram processados, ao que o jornalista anunciou: "Diga quem te processa e te direi quem tu és". E mais, em tom de meia brincadeira: "Os blogueiros que ainda não foram processados providenciem um processo imediatamente!".

Sei lá, acho fácil falar. Se você já tem o nome consolidado no mercado da comunicação, e principalmente, grana para pagar advogado, é fácil não ter medo e até se gabar de ser processado. Agora para as foquinhas cearenses, que desejam viver de jornalismo, conseguir emprego num mercado coronelista como este, é outra história. O próprio jornalista, diante da pergunta da Lola Aronovich, que criticou o jornalismo da rede Record, admitiu que se trata de uma meia liberdade e até mesmo a ética profissional o impede de criticar a Record no blog. Mesmo que não tenha nenhuma ligação com o Portal R7. Pena que as incrições terminaram antes que eu pudesse fazer minha pergunta ao Paulo Henrique, que seria justamente nesse contexto dos recém formados, e não só de criticar a própria empresa em que se trabalha publicamente, mas sei lá. O que aconteceria se o Paulo Henrique defendesse a legalização do aborto ou o kit anti-homofobia no Conversa Fiada, por exemplo? Como ficaria a liberdade de expressão, nesse caso? Ou melhor, cadê ela, nesse caso?

Aconselho que todos participem de encontros como este, principalmente quem trabalha na área de comunicação. E não falo só de redatores não, todos os profissionais envolvidos no processos de disseminação de informação, precisam participar de encontros que discutem democracia. Porque senão a gente acaba vivendo só pelo contra-cheque e esquece a importância social da nossa profissão.

Mas utopias à parte, algumas imagens do Encontro, tiradas na minha humilde câmera.


Palestrantes

Palestrantes

Paulo Henrique Amorim

Eu e Lola Aronovich, do Escreva Lola Escreva

Almoço com outros encontristas

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Sher no Blog do Abraço

Já há alguns meses comecei a trabalhar na Advance, uma agência de Publicidade aqui de Fortaleza. Atuo como Web Writter, produzindo conteúdos diversos para a Internet. Hoje, por exemplo, tem post meu no Blog do Abraço, das Farmácias Pague Menos.


(clique para ampliar)


Confira o mesmo texto no Blog do Abraço.








terça-feira, 3 de maio de 2011

Tá no sangue



Os mais novos comunicadores da família


No fim de semana (2 das minhas 4) irmãzinhas lindas me pediram para que eu criasse um blog para elas. Na verdade, o blog também é do meu primo, o Caio. Se liga no nome que os pequenos criaram: BloCAL - Blog do Caio, da Amanda e da Laís. A intenção deles é fazer postagens variadas, a maioria delas em vídeo, que nem no ICarly, que eles adoram.

Lembro que quando eu era criança, minha veia jornalística já se manifestava. Uma das brincadeiras que eu mais curtia era entrevistar pessoas, e nessas eu e minhas amigas escrevemos jornaizinhos, fizemos programas de rádio no gravador da minha tia e eu escrevi vários livros.

Agora, em pleno 2011, as crianças da minha família criam um blog e postam, de cara, uma crítica de cinema.

Pura genética.


quarta-feira, 27 de abril de 2011

Sherviajando é gay




Está rolando uma mobilização nas mídias sociais contra a homofobia e toda a violência que ela gera. Quem não ficou sabendo das declarações cretinas do deputado Jair Bolsonaro? Ou de mais um assassinato por motivações homofóbicas, que foi o caso da adolescente de Goiás que foi morta pela família da namorada? Pois é, tristes exemplos de uma sociedade terrivelmente homofóbica, que ainda alimenta um ódio latente à diversidade.

A idéia da campanha é a seguinte: Tire uma foto sua, ou com amigos, familiares, até mesmo namorado ou namorada segurando uma plaquinha com a hash tag #eusougay. Depois, envie a foto para projetoeusougay@gmail.com. As fotos recebidas serão utilizadas num video clip no final da campanha. Idéia boa, né? Uma forma divertida e pacífica de passar uma mensagem de tolerância. Visite o blog do projeto e confira algumas fotos que já foram enviadas. E claro, participe.



Atualizando...

Eu achava que era desnecessário dizer isso, mas por alguns comentários a respeito da campanha (não aqui, em outros lugares), lá vai: Não precisa ser gay para aderir.


terça-feira, 26 de abril de 2011

Quem tem medo de ser fashion?

Brüno, com Sacha Baron Cohen. Sátira com o mundo da moda, homofobia e outros assuntos polêmicos. Crítica aqui e aqui.


A moda é um fenômeno que me fascina. Às vezes eu a odeio. Acho fútil, superficial, e um completo estímulo ao consumo alienado e desenfreado. Já em outros momentos, ela me seduz e me oferece possibilidades de expressar através de meu próprio corpo traços de minha personalidade. Se em alguns momentos isso é apenas pretexto para o consumo, em outros se torna um estímulo para reinventar antigas peças e acessórios.

Antes o meu olhar sobre a moda era completamente nojento. Achava tudo um monte de besteira e odiava o jeito como as mulheres se iludiam, se achando as poderosas por causa de um sapato novo, por exemplo. E isso com toda a violência contra as mulheres truando, a lógica do patriarcado tomando de conta. Quer dizer, você fica se achando porque pintou as unhas de vermelho mas não consegue contestar por que as obrigações domésticas são prioritariamente suas? Ou não aceita a própria aparência, não contesta os padrões de beleza impostos? Grande poder. Para mim, gostar de moda era sinônimo de gente alienada.

O meu olhar sobre esse fenômeno social mudou na época da minha monografia. Li muito sobre relações de gênero durante esse período e também sobre moda. Não só as revistas femininas que eram o objeto da minha pesquisa, mas livros a respeito da moda, seus fundamentos e sua trajetória no decorrer da história.

Dessas leituras, uma das que mais gostei foi História da moda: uma narrativa, do professor de moda João Braga. De uma forma rápida, fluida e interessante, o autor mostra como a moda reflete o contexto socioeconômico e político em que está inserida. Além disso, ela reflete de forma bastante significativa a história das relações de gênero, às vezes reprimindo as mulheres, às vezes libertando-as. Infelizmente tive dificuldades de encontrar o livro na Internet, mas neste site tem pelo menos o preço, caso alguém se interesse.

Um dos pontos mais importantes a serem observados em relação a moda e ideologia, na minha opinião, é que uma não anula a outra. E mesmo a pessoa mais anti-moda e anti-consumo do planeta escolhe o que vai vestir. Sabe aquele roqueiro barra pesada que anda sujo e diz que não liga para a aparência? Dê para ele uma camisa do Aviões do Forró e veja se ele gosta. Ou talvez o comunista assumido e que prega o reaproveitamento e o sentimento anticapitalista não queira usar uma camisa com a estampa da Coca-Cola. Nem de graça. Inclusive, expressar idéias através de mensagens nas camisetas é uma forma válida e interessante de se colocar politicamente, não acha?

A moda permite um exercício de criatividade muito interessante. Pode ser divertida, pode ser irônica. Pode até ser over, se quiser. Não tem nada de errado em escolher o que se quer usar. O fato de gostar de moda não necessariamente quer dizer que a pessoa é vazia, alienada. Isso é besteira.

Você pode sim, querida, ser doida por sapatos. Isso não depõe contra você. Mas reflita sobre esse consumo e sobre sua situação no mundo. Você está com um sapato incrível, mas ainda anda na rua com medo de ser estuprada, é expulsa de universidade por usar um vestido curto demais, e ainda apanha do marido? Pois não pense só no pretinho básico, veja se seus direitos básicos estão contemplados e aja. Porque sapato por sapato, o único que conheço que já salvou alguém foi o da Doroth , de o Mágico de Oz. E ela teve que dar uma ajudinha.



segunda-feira, 18 de abril de 2011

Comprinhas de fim de semana


Não lembro qual autor li durante a graduação em jornalismo, mas ele levantava a teoria que existe uma vaidade dentro de nós que nos dá vontade de compartilhar coisas de nossas vidas para desconhecidos, e a mídia é o ambiente perfeito para isso. Daí o status meio privilegiado de quem de alguma forma recebe a atenção da mídia, a vontade de divulgar para todo mundo se você é citado em algum veículo, etc.

Pois para satisfazer essa vaidade, vou compartilhar por aqui algumas coisas que comprei no fim de semana. :P

A primeira delas é o livro Marley e Eu, que depois de muito tempo eu finalmente adquiri. Tive muita vontade de ler a obra que deu origem ao filme por alguns pontos: o livro é sobre amor aos animais de estimação, o autor é um jornalista, e a história é baseada na coluna que ele escrevia em jornal. Acho que adoro filmes baseados em colunas e blogs porque me dão esperança de ser uma jornalista/escritora de xuxesso no futuro. hehehe Comecei a ler no mesmo dia em que comprei, e estou adorando. Engraçado como é muito mais fácil, e em alguns casos mais prazeroso, ler best-sellers que clássicos da literatura. Talvez por a linguagem ser mais contemporânea, não sei. Não é querendo desvalorizar os clássicos não, mas enquanto estou devorando "Marley e Eu", para ler "O retrato de Dorian Gray" foi um parto normal com fórceps. Será que devo me preocupar com isso, ou o importante é ler?


Nas primeiras páginas, algumas fotinhas com o Marley de verdade e sua família. Fofo.


Também comprei uma mochila jeans na feira livre do Antonio Bezerra. Nada de especial, apenas tava sem mochila e elas são úteis principalmente quando você quer sair de tênis e só tem bolsas mais formais. Consegui pechinchar 3 reais (de 15 saiu por 12)! Agora estou ricah!


E a outra aquisição foi uma bonequinha de biscuit que comprei para enfeitar minha mesa no trabalho. Comprei na feira do Antonio Bezerra, após adquirir as frutas da semana. Consegui pechinchar 1 real e ainda encomendei uma skatistazinha e uma bailarina negra. Quero enfofurar minha mesa. O mais legal que achei na bonequinha foi o cabelo dela que é muito macio, parece de verdade. Também gostei da cor, misturinha de preto com marrom. Um artesanato bacana.

A outra compra foi de um acessório bastante útil para quem está a fim de andar de skate, e que custou só 9 reais na mesma feira livre. Fico devendo a foto, porque está difícil conseguir modelos. Povo tímido.


segunda-feira, 28 de março de 2011

Bruna Surfistinha participa do programa da Ana Hickman

Recentemente escrevi aqui a respeito do filme Bruna Surfistinha. O que não comentei nesse dia é que eu nunca achei a Rachel Pacheco atraente em relação à mídia. Na época em que o livro foi lançado, a vi no Pânico na TV, e ela era aquela coisa travada que nem falava diante das piadas. Claro que ela podia estar constrangida, o que seria compreensível. Mas a verdade é que não dava vontade de conhecê-la. Após o filme, ela deu uma entrevista para a Marília Gabriela, uma boa entrevistadora na minha opinião. E mais uma vez fiquei entediada. Achava que ela escrevia bem, mas falando diante das câmeras não funcionava.

Pois essa idéia caiu por terra ontem, durante sua participação no programa da Ana Hickman. Tratava-se de um quadro no formato “berlinda”, quando um só entrevistado é alvo de perguntas de vários entrevistadores. No caso, uma era a apresentadora do programa e os outros eram dois jornalistas. E Rachel se saiu muito bem, reforçando a idéia que o filme me passou. A humanização da garota de programa.

Durante as várias perguntas, ela respondeu de forma séria e simpática. E uma coisa na qual pensei: Rachel não vai a programas para que dêem closes em seus seios ou na bunda. Isso é facilmente perceptível pelas roupas que ela usa, que não são excessivamente sensuais. Ela não vai aos programas para dançar sensualmente, ou falar de suas experiências sexuais de forma a banalizá-las. Ao que me parece, Rachel quer realmente deixar de ser Bruna Surfistinha, quer deixar essa imagem para trás. Eu soube que recentemente ela esteve no programa Legendários e falou muita p******, mas acho que ela estava só dançando conforme a música. Afinal, era o Legendários, né? Mas a entrevista de ontem, a forma como ela falou da própria vida deu realmente vontade de conhecer a pessoa que tem por trás da personagem.

O filme me deixou uma dúvida: Rachel nunca sofreu violência física (não que a coisa toda não seja meio que uma violência)? Não há nenhum cena de estupro ou algum momento em que ela apanhasse e isso me deixou curiosa, se realmente tinha sido assim. Na entrevista, ela disse que teve muita sorte. Chegou a sofrer agressões verbais mas nenhuma física. Disse também que nunca engravidou ou teve problemas com doenças sexualmente transmissíveis. Sorte mesmo, viu?

Uma parte da entrevista que me deixou muito feliz foi o momento em que Ana Hickman insistiu para que Rachel lhe contasse os nomes de clientes famosos, caso contrário perderia 5 mil reais do prêmio (esqueci de dizer que tinha dinheiro no meio). Ana insistia que Rachel lhe contasse no ouvido, como outro participante teria feito anteriormente, sob a promessa de que a apresentadora não contaria nada para ninguém.

Depois de pensar muito (e eu torcendo para que ela se negasse a contar), Rachel abriu mão dos 5 mil reais para preservar os nomes dos envolvidos. Ainda bem. Para quem já está ganhando uma boa nota e bastante visibilidade positiva com o filme, agir de forma antiética seria um tiro no pé.

Ao falar da família ela se emocionou muito e me deixou emocionada também, porque em alguns pontos me identifiquei bastante. Deu para notar o quanto o afastamento e a saudade dos pais a machuca, e também o quanto ela os respeita a ponto de não procurá-los. Ao invés disso, deixa as portas abertas para o caso de eles quererem falar com ela novamente, e torce para que isso aconteça. Minha relação com os meus pais é um pouco conturbada em alguns momentos, mas não chega a esse ponto, mas uma coisa assim aconteceu com outra pessoa de quem gosto muito e de quem sinto muita saudade. Dá vontade demais de aparecer lá na porta da pessoa só para saber como ela está, dar um abraço e tal, mas por respeito e medo de ser rejeitada não faço isso.

Rachel Pacheco me parece ser uma pessoa orgulhosa, forte e sensível, que tem uma sede muito grande de ser feliz. Na entrevista ela disse também que foi uma pessoa muito corajosa por assumir os próprios erros, e é verdade.

Acho que a surfistinha está amadurecendo.



Abaixo, um trecho da entrevista de ontem, num momento em que o povo meio que pentelha a menina porque ela disse que não está podendo fazer faculdade no momento. Povo chato. Não é o momento mais interessante do que foi exibido ontem, mas ao menos é uma amostra.




sexta-feira, 18 de março de 2011

Aos gatos, com carinho


Logo após o carnaval comecei a trabalhar numa agência de publicidade. É uma área nova para mim e com certeza vai me render bons frutos, na minha carreira na área da comunicação. O primeiro deles, creio que serão amizades novas porque é um povo interessante demais. Galera modernoza, simpática e antenada demais em boa música.


Uma das pessoas legais que conheci foi Daniel Gandra, ou “Gandrácula” para os iChatíntimos. Descobri que a figura é do time dos amantes de animais, super simpatizante do vegetarianismo. Trocando idéias com ele sobre bichinhos, e também dando uma passeada pelo blog do rapaz, deu saudade da minha gatinha em casa. Então lembrei de algumas músicas que o Ferreira Gullar fez com a Adriana Calcanhoto falando exclusivamente de... gatos!


Bom fim de semana. :)





Links para o YouTube (queria incorporar, mas a Adriana Calcanhoto não deixa)


Gato pensa: http://bit.ly/gmUwlO


O gato e a pulga: http://bit.ly/eYoAJv


Ron ron do gatinho: http://bit.ly/9jGvfF


O dono do pedaço: http://bit.ly/cQs18i