segunda-feira, 25 de julho de 2011

Eu vou

Escrever um livro,

Fotografar profissionalmente;

Escrever para jornais e revistas;

Fazer um curta-metragem;

Fazer um documentário;

Casar;

Ter filhos;

Fundamentar os valores da minha família em igualdade e tolerância;

Conhecer toda a América Latina;

Todo o sertão cearense;

Fazer uma exposição;

Andar de bicicleta;

Aprender a andar de skate;

Fazer pós graduação;

Pular de pára-quedas;

Enfeitar minha casa com quadros, flores e objetos reciclados;

Adotar animais carentes;

Surfar;

Dançar soul;

Fazer uma apresentação de balé;

Arrumar minha estante de livros;

Fazer um almoço para os meus amigos na minha casa nova;

Acolher amigos na minha casa;

Jogar War no chão da sala;

Plantar flores e temperos;

Aprender a usar a panela de pressão;

Fazer uma feijoada vegana;

Decorar meu casamento;

Conhecer a casa da Frida Kahlo;

Passar o dia dos mortos no México.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Crítica: Cilada.com


Filme ruim, cara de sono, Potô corrigindo tooodas as minhas observações erradas sobre cinema... Mas foi muito divertido.

:) S2 s2 S2

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Sher doando




Tal como prometido, fiz minha primeira doação de sangue. :) Achei o processo rápido e simples, todos os funcionários me acolheram muito bem, me decepcionei um pouco com o famoso lanchinho do qual todo mundo falava (suquinho ruim, acho que desses prontos), embora o sanduíche estivesse muito gostoso, mas principalmente, ajudei alguém que esteja precisando. A propósito, dá para ver pelo vídeo que a agulha é um pouco assustadora, mas realmente não dói muito. Juro.

Um detalhe, a enfermeira disse que lá no Fujisan, que foi onde doei, eles permitem que homossexuais façam doações de sangue. Desde que a pessoa tenha uma vida sexual "não promíscua", ou seja, com um parceiro sexual fixo, de preferência. Isso quer dizer que mesmo que você seja hetero, se tiver uma vida sexual muito "variada", provavelmente a doação não será permitida.

A afirmação da enfermeira condiz com a nova portaria publicada em junho deste ano, pelo Ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A intenção é que a orientação sexual não seja mais considerada empecilho para doação de sangue, assim como raça, cor, etnia e condição social ou econômica. A mudança é tão recente e pouco divulgada que chegou a surpreender até um grupo que se manifestava pela legalização da doação por gays, que foi informado durante o próprio ato sobre a mudança.

Só que depois de uma rápida conversa com a enfermeira simpática, ela pediu que eu lesse um papel com algumas afirmações. Perto do papel tinha uma maquininha com um botão vermelho e um verde. Caso alguma das minhas resposta fosse positiva, eu deveria apertar o botão vermelho. Isso é o voto de auto-exclusão. Dentre as alternativas, "relação homossexual", e ter tido relação com bissexual a menos de uma ano.

Acho isso incoerente. Se o problema é o pretenso doador ter vários parceiros sexuais, então por que colocar os homossexuais entre os grupos de risco na doação? Mas ela me explicou que após a entrevista, o homossexual tendo parceiro fixo, ela pediria que ele apertasse o botão vermelho somente se alguma das outras alternativas fosse positiva. Mesmo assim, só o fato de a homossexualidade e a bissexualidade constarem na lista já demonstra um juízo de valor a meu ver, discriminatório.

Teste rápido de anemia.

Voto de auto-exclusão.

Lanche antes da doação.

Meu sangue após a doação. Tomara que ajude alguém. :)

Lanchinho depois.

O sandubinha tava gostoso :)


quinta-feira, 14 de julho de 2011

#ParaSempreAnaLuiza

Há alguns dias uma hash tag nos trending topics do Twitter me chamou a atenção. Era #ForçaAnaLuiza, e se tratava de uma corrente virtual torcendo para que uma menininha amazonense vencesse a batalha contra um câncer raro e cruel. Pelo jeito a garotinha que faria 7 anos este mês já era famosa no Brasil inteiro, já tinha até dado entrevista na televisão. Mas eu estava por fora.

Curiosa como sou, fucei a história da pequena e encontrei o blog da mãe dela. Nele, muitas fotos mostrando a trajetória da vida de uma criança que mudara tão bruscamente em pouquíssimos meses. Desde antes do diagnóstico, exibindo um sorriso enorme e uma medalha, até a perda total do cabelo, à mudança da cor da pele, que se tornou amarelada devido à quimio.

A cicatriz na cabeça devido à operação e um catéter de quase 15 cm implantado no pescoço dela, deixavam claro que ela vinha enfrentando uma situação bastante difícil.

Mas uma coisa estava presente em quase todas as fotografias: Um sorriso intenso e brilhante, como se ela não estivesse passando por nenhum sofrimento. A cada presente ganho, a cada pequeno agrado, a menina parecia ter as forças renovadas.

Confesso que de cara não li o blog até por preguiça. Posts enormes narravam a história da pequena e as fotos já me deixavam bastante triste. E assim me contentei em apenas torcer pela melhora dela e dar uma olhada de vez em quando nas mensagens de apoio que pessoas do Brasil inteiro, e até do exterior enviavam.

Esta semana recebi a notícia por uma colega de trabalho que a menina havia falecido. Procurando a hashtag mais uma vez, confirmado. "Se foi. Meu anjinho do céu.", twitou o PAIdrasto da garotinha. Muito triste, resolvi conferir quem foi Ana Luiza, através do olhar de sua mãe guerreira, que tão corajosamente batalhou pela vida da filha e ainda por cima teve coragem de narrar tudo num blog.

E que história surpreendente. Todos os problemas que a família enfrentou e a força da garotinha são realmente inspiradores e até mesmo dignos de nos fazer passar vergonha. Vergonha de todas as vezes em que achamos que temos um problema e na verdade é pura frescura.

Cheios de saúde, nos queixamos de banalidades. Enquanto isso uma garota de apenas 7 anos, privada de brincar, sofrendo dores terríveis e estando ligada a um mundo de aparelhos... sorri. Sorri pela visita de amigos, por ter ganho um livro, por uma piada dos avós, por um simples passeio na praia sem direito a banho de mar. Enquanto no dia a dia muitos de nós tem preguiça de ver os amigos, nunca aproveitamos nada e evitamos nossa família. Enclausurados e cegos por nossos egos.

Outra coisa que mexeu comigo foi a fé da família e da própria Ana Luisa. Mesmo sendo uma fé diferente da minha, era algo admiravelmente forte e que com certeza os amparou demais durante toda a batalha. Uma fé pura e bonita, que só fez bem a quem a alimentou. Não uma fé como as que já vi, dessas que alimenta o ódio contra outras pessoas.

A fé de Ana e sua família era pura de amor e esperança. Mesmo diante de tanto sofrimento, eles ainda lembravam de se importar com outras famílias que enfrentavam a mesma situação, mas sem os mesmos recursos. Uma fé regada de solidariedade, e ao invés de ficarem apontando quem merece ou não ir para o céu, simplesmente torciam pela vitória aqui na Terra mesmo. Por um pouco de alívio para os doentes.

E agora que Ana Luisa se foi, o que resta é o que foi aprendido com sua luta. Que viver é para ontem. Que aqueles que amamos não estarão conosco para sempre, que NÓS não ficaremos aqui para sempre.

E por coincidência (ou não), descobri que uma amiga está com um tio doente com câncer, e que ele precisa urgentemente de doações de sangue. O tipo dele é raro, e tenho quase certeza que é o mesmo que o meu. Quase porque sempre ouvi que não podia doar sangue, devido a uma hepatite quando era criança, e até por isso nunca fiz testes de laboratório para saber que letrinha meu sangue carrega. Mas uma vez, durante uma feira científica uma estudante furou meu dedo, pingou um negocinho e me disse que eu era O -.

Telefonei para o local onde se doa e me informaram que só quem teve hepatite A depois dos 10 anos de idade não pode doar. Como a minha foi com 9, eu posso. A não ser que eu não esteja pesando acima de 50 quilos, o que é um risco, já que meu peso sempre oscila nessa faixa.

Mas mesmo com algumas incertezas, hoje estou indo fazer a doação. Ou tentar fazer a doação. Espero siceramente poder ajudar o tio da minha amiga e que o tipo sanguíneo dele seja mesmo compatível com o meu. Mas se não for, que meu sangue sirva para outra pessoa.

O importante é que eu vou tentar. Porque viver é para ontem.


quarta-feira, 13 de julho de 2011

terça-feira, 12 de julho de 2011

Guia do Mochileiro das Galáxias


Há algum tempo comentei a respeito da 1ª compra que fiz no Estante Virtual, que é uma rede de sebos na Internet. O livro que comprei foi o Julie & Julia, que primeiro era blog, depois virou livro e depois filme. Este último já está na minha lista de prediletos, e já assisti um monte de vezes (Leia as partes 1, 2 e 3 da crítica que escrevi). O livro era um desejo antigo.

O namoradinho está aqui do lado palpitando enquanto escrevo e reinvidicando, com razão, o crédito pelo filme, já que foi ele quem me deu de presente. E de surpresa. Também pudera: Pedi para que ele alugasse o filme umas cinco vezes, então acho que percebeu que sairia mais barato comprar logo o DVD. rs. Thanks, love!

Mas enfim. Assim como comprei o Julie & Julia no Estante, e por sinal adorei a compra, também experimentei usar outro site: O Submarino.

Resolvi presentear o namoradim com o Guia do Mochileiro das Galáxias, e vi que estava na promoção, então efetuei a compra. São cinco livros, e todo o box saiu por 50 reais. 10 reais cada livro, achei que estava bom. Ah, e também teve o frete.

Mas ao contrário do Estante, a entrega pelo Submarino não foi tranquila: O atendimento deles é muito impessoal, feito boa parte por essas mensagens automáticas. E quando meu pedido ficou retido por causa do ICMS, isso ocasionou maior demora no recebimento e as respostas continuaram estranhas. Fiquei insegura, achando que não receberia o livro.

Os cinco livros são fininhos, por volta de 200 a 300 páginas cada um. A capa deles é fininha, molinha e sem aquelas orelhas que falam do autor e da obra. Cheguei a pensar que se tratava de uma edição condensada, mas não, é isso mesmo. Confesso que fiquei um pouco de decepcionada pela qualidade, esperava edições de capa mais resistente, com mais informações e num formato maior. Então me toquei que no site do Submarino não tem grandes descrições do livro, então a gente simplesmente imagina uma coisa e na verdade é outra.

Outra coisa, pelo menos uma das edições veio com defeitos: um erro de impressão e recorte em uma das páginas e um amassado na contra capa. Mas todas vieram cobertas com papel filme.

Como o boy está lendo outras coisas da nossa biblioteca, resolvi ler o Guia. Já terminei o primeiro e recomendo. É divertido, de um jeito extremamente descarado e cara de pau. Muito maluco o livro, muito doido mesmo. Pena que estou num ritmo em que a leitura é feita meio às pressas, muitas vezes passo dias sem pegar na obra. Até por isso não publiquei a crítica de Julie & Julia aqui, porque acho que não li o livro do jeito certo. Aliás, acho uma certa falta de respeito ler livros às pressas. Parece falta de consideração com eles.






segunda-feira, 11 de julho de 2011

Coletores menstruais




Bem, o assunto é muito íntimo: menstruação. Quem tiver estômago frágil, aconselho a sair deste post sangrento imediatamente. Já se você é mulher e se importa com o meio ambiente, fique. Se você é homem e conhece alguma mulher que sofre com absorventes comuns, talvez queira compartilhar essa informação com ela.

A minha menstruação sempre foi razão de tormento pra mim. Desde os meus 10 anos, que foi quando menstruei pela primeira vez, ela me causou uma cólica absurda, que todos os meses me deixou de cama pelo menos um dia. E não era só a dor: junte a isso frio, dormência nas pernas e pressão baixa. É, eu sei. Muito Tarantino. Indo ao ginecologista todos os anos, só o que eles me passavam era analgésicos, nada que prevenisse a dor.

Alguns anos após a adolescência, a cólica ainda me ataca, só que bem mais leve. Mas um problema continua: alergia a absorventes comuns.

E aí que em 2011, resolvi fazer algo de diferente. A Carolys, minha colega de trabalho gavetteira e vegetariana me apresentou os coletores menstruais. São copinhos de silicone que se encaixam dentro da vagina, mais ou menos da mesma forma que os absorventes internos, aparando o sangue menstrual. Só que com eles, o sangue não fica em contato com nosso corpo, ao contrário dos absorventes comuns.

Outra diferença é que eles podem ser usados por até 12 horas seguidas, e segundo a Carolys, você o esquece completamente, pois são super confortáveis.

E o que o meio ambiente tem a ver com isso? Pois é, esse copinho não é descartável. Lavando-o com sabonete antisséptico e escaldando, pode usar de novo. E pasmem: se for bem conservado, ele pode durar por até 10 anos! Imagine a economia e a quantidade de absorventes que deixamos de jogar no lixo. É muita coisa.

Recentemente eu pedi o meu pelo site Guia Vegano, e custou 60 reais + frete. Nesse site você encontra muitas coisas que prometem ajudar o meio ambiente. A entrega pelos Correios atrasou um pouco, mas o responsável do Guia Vegano foi muito simpático, me ajudando e conversando diretamente comigo através do GTalk. Segundo ele, se demorasse mais eles enviariam outro copinho.

Ele vem com instruções de uso e uma sacolinha fofa, de tecido. Nas instruções há conselhos para que se escalde o objeto sempre, por isso comprei um papeirinho só para isso. Mas de acordo com a Carolys, se precisar esvaziar no dia a dia, lavar com sabonete antisséptico é suficiente. Nas instruções também diz que não se deve guardar o copinho em potinhos fechados hermeticamente, somente em bolsinhas de tecido ou necessaries mais ventiladas.

A bolsinha bonitinha que veio com ele.

Esse compridinho não é um canudo, rs, é como se fosse o cordãozinho do absorvente interno, mas você corta e deixa do tamanho que achar melhor. Para tirar, a paradinha para puxar nem é o mais importante, e sim uma forcinha mesmo. Não tem cordãozinho do lado de fora, ao contrário dos absorventes internos.

O material é maleável, daí uma das formas de colocar é dobrar ele desse jeito. Depois ele vai abrir, encaixando como se fosse um desentupidor de pia.


Eu ainda não testei o meu, mas segundo a Carolys, que tem o dela há vários anos, não tem nem comparação com os absorventes comuns. Além de confortável, dá para dormir sem calcinha, praticar esportes e além disso, evita infecções brabas que você pode adquirir se utilizar o absorvente durante muito tempo. E ela tem amigas que usam também, então acho que foi uma boa compra. Para quem interessar, #ficadica.

E eu prometo não fazer piadinhas etílicas sobre bloods mary’s.


domingo, 10 de julho de 2011

Como evitar a retenção de líquidos


Na corrida por uma alimentação mais saudável, é comum que os resultados esperados estejam diretamente ligados ao desejo de reduzir peso e medidas. Mas pode acontecer de mesmo tomando cuidado, a pessoa sentir que está acima do peso. Isso pode ser conseqüência da retenção de líquidos no organismo, que causa inchaço e cansaço, além de outros sintomas.

Conversei com a nutricionista Marcela Sansone, CRN3: 25538, que é dona do blog Nutrição Holística. Ela esclareceu algumas dúvidas e deixou ótimas dicas para evitar o problema.

Sherviajando: Então, que alimentos podem ajudar a evitar a retenção de líquidos?

Marcela: Então, pra retenção, a primeira coisa seria reduzir o sal! Sempre!

O ideal é a utilização do Sal Marinho, 5g por dia.

Sherviajando: Os alimentos embutidos, como presunto, por exemplo, pioram a retenção por causa do alto teor de sal?

Marcela: Sim, exatamente! Além do sal, eles contém muitos aditivos químicos, que pioram o funcionamento do corpo, fazendo com que a circulação sanguínea não flua como deveria! Outra dica boa são os alimentos ricos em potássio! Como a banana, por exemplo.

Sherviajando: É importante consumir bastante alimentos ricos em potássio?

Marcela: Sim, pois eles ajudam a diminuir a pressão, melhorando o fluxo sanguíneo!

Funcionam como "dilatadores" dos vasos sanguíneos.

Sherviajando: Além da banana, que outros alimentos são ricos em potássio?

Marcela: Hum, me deixe pensar... Todos os alimentos integrais, tudo que for integral tem maior concentração de potássio. Também alimentos oleaginosos, como as nozes e as frutas secas, como o damasco. Mas é necessário ver a individualidade bioquímica de cada um, pois existem algumas pessoas que podem apresentar alguma intolerância, ou alergia às nozes e ao damasco. Ah legal salientar que, o damasco sempre é boa opção contra a retenção, pois é diurético também!

Sherviajando: Então a dica é procurar sempre um nutricionista?

Marcela: Sim, sempre!!! Ou um médico. É sempre importante apertar essa tecla! Dicas são sempre válidas, mas é imprescindível entender como cada individuo responde à ingestão de determinado alimento. Afinal, cada pessoa é única!!!

Sherviajando: O abacaxi também é diurético?

Marcela: Sim! o abacaxi, o melão, semente de abóbora, damasco e chá verde, ah e a melancia também! Salsinha e Nabo!!

Sherviajando: Pela lógica, a retenção de líquidos significa água demais no organismo. Por que mesmo assim é preciso tomar muita água e evitar a desidratação?

Marcela: Hum, boa pergunta! Na verdade essa é uma dúvida bem comum! Vamos la! A água funciona como uma "vassoura". Conforme ela entra no organismo, ela vai diluindo e retirando o acumulo de líquidos do tecidos,. Desta forma, para que aja um reajuste e essa diluição não ocorra, o líquido acumulado nos tecidos vai migrando para a corrente sanguínea junto com as toxinas acumuladas.

Assim, ela retira o acumulo de líquidos e toxinas do corpo. Por isso quando bebemos muita água sempre temos mais vontade de ir ao banheiro, pois além do líquido ingerido estamos retirando o excesso de líquidos dos tecidos, junto com toxinas impregnadas!

Sherviajando: Quer dizer que a retenção de líquidos não é exatamente da água que tomamos, e sim de outros líquidos das células dos nossos tecidos?

Marcela: Sim! Exatamente!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Meditação: uma forma de abraçar a tranquilidade




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Sherviajando no Jralfa



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Perfeitas

Uma das coisas que mais gosto nesses tempos de Internet é a democratização das produções de conteúdo. Apesar de ter muita bobagem, coisa feita a esmo e na base da pretensão, também tem muita coisa boa.

Em se tratando de moda, os blogs fazem uma coisa incrivelmente simples, mas ao mesmo tempo super inspiradora. Desde o sucesso da Cris Guerra e o Hoje Vou Assim, o simples ato de mostrar o look nosso de cada dia revela a criatividade de gente de muitos lugares. E aí descobre-se que somos capazes de combinar cores, fazer sobreposições, resgatar peças velhas do guarda-roupa. Gente comum, simplesmente compartilhando fotinhas um tanto narcisistas mas super divertidas de se fazer e mostrar.

Ah, e nem precisa ter tanta grana assim. A Ana Carolina, do Hoje Vou Assim Off, inspirou-se na Cris Guerra e mostra seus próprios looks, porém montados com peças de lojas de departamento, itens comprados em feiras, coisinhas desenterradas do guarda-roupa, etc. Gente como a gente, ela tem problemas financeiros e tenta mostrar formas de usar as mesmas peças de roupa de formas diferentes. Fashionisses sustentáveis.

Nos blogs de moda, pessoinhas comuns, fora do padrão inalcançável de beleza. Gente sem photoshop, muitas sem câmera profissional ou tripé, que tem rugas, olheiras, cabelo fora de corte, veias aparentes nas mãos e pés, esmalte descascando...

Adoro todas essas imperfeições, porque tornam a expressão através do vestuário muito mais real e palpável. Mostram que bom gosto e criatividade vão além de toda a montanha de laquê e maquiagem dos anúncios, desfiles de moda e capas de revistas. E que ao invés de se estressar ao montar produções em que escondemos defeitos, podemos nos divertir mostrando o que há de imperfeito e real.

E assim como a Cris Guerra, somos todas nossas princesas, se quisermos. E escravas libertas também. Somos jovens, somos idosas, somos LGBTT, somos hetero, negras, asiáticas, brancas, indígenas, urbanas, rurais, estudantes, ciclistas. Somos heroínas de nossas histórias e das histórias de outras mulheres, e não apenas um pedaço de tecido ou sapato mostra isso.

Nossa carga está nas rugas, nas fotos sem foco, no nariz imperfeito, nos quilos a mais. E para que escondê-los? Muitas vezes eles são o que há de mais original e único em nossos looks.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Vídeo do Projeto #Eu sou gay já está no ar

Há algum tempo postei por aqui a minha fotinha aderindo ao Projeto #Eu sou Gay. Para quem não lembra, a intenção era enviar uma foto na qual a pessoa segurasse uma plaquinha ou algo assim, na qual estivesse escrito “#eusougay”. Para participar não precisava ser necessariamente gay, a ação era na verdade uma forma pacífica de se colocar a favor de um mundo mais colorido e livre de intolerância.

A intenção era reunir muitas fotos num vídeo, que por sinal já está rolando na Internet! Infelizmente a minha foto não foi selecionada L, mas mesmo assim achei o resultado muito lindo. Dá uma felicidadezinha muito boa ver coisas assim. Acho que vou fazer de conta que faz parte do meu presente de aniversário hehehe.


quarta-feira, 6 de julho de 2011

terça-feira, 5 de julho de 2011

Encontro

Ao matar um pouco da vontade de ouvir Legião Urbana, esbarrei em algo que me deixou maravilhada. Pena que eu era tão jovem quando a Legião estava na ativa, e não pude aproveitar a presença do Renato Russo por aqui. E também é incrível saber que um ele cantou com outra pessoa que adoro muito: a Adriana Calcanhoto.

Mas se é melancólico pensar na pouca idade que tinha quando Renato se foi, é bom saber que faço parte de uma geração que tem mais acesso a raridades.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

25 anos: sonhos, sangue e América do Sul

Meu aniversário foi no dia 28 de junho e eu nem escrevi nada a respeito. Na verdade, não tenho escrito muitas coisas de cunho pessoal ultimamente, apenas textos relacionados ao meu trabalho. É que mais uma vez a tecnologia não está a meu favor: meu computador não liga há bastante tempo, então no pouco tempo que tenho livre falta tecnologia. “Mas por que você não escreve à mão e depois publica?”, você há de perguntar. Sei lá. Essa é a minha resposta.

Mas voltando ao assunto do meu aniversário, há duas razões pelas quais fico muito contente por ter nascido no dia 28 de junho.

A primeira é porque coincide com o aniversário de um dos maiores poetas muito loucos do Brasil: Raul Seixas, o Raulzito. Um célebre canceriano.

A segunda razão é porque há 42 anos, em Nova Iorque, um grupo de LGBTT cansou dos abusos da polícia e resolveu revidar. O cenário foi o bar Stonewall, muito freqüentado pela galera do arco íris, e onde a polícia costumava ir para espancar e extorquir os freqüentadores.
No dia 28 de junho de 1969, mesmo dia em que uma musa da população LGBTT Judy Garland (Doroth, de o Mágico de Oz) morreu, o grupo que estava no bar não aceitou as agressões costumeiras da polícia. Os guardas foram expulsos do local sob uma chuva de pedras, garrafas e até moedas e os freqüentadores montaram uma barricada na rua por dias.

Dentre a resistência haviam também mulheres lésbicas e bissexuais, embora algumas insistam em até hoje não visibilizar as fêmeas dentro desse movimento. Tsc, tsc.

O episódio de 28 de junho de 1969 é conhecido como o Levante Stonewall, e é tido como um dos primeiros movimentos de resistência política do movimento LGBTT. Após o levante começaram as paradas pelo orgulho gay nos Estados Unidos. Algumas décadas depois, as paradas já acontecem em várias partes do mundo, inclusive no Brasil.

E euzinha aqui acabo nascendo em outro 28 de junho, só que em 1986. Nem sabia que essa data significava tanto para a galera do arco-íris, nem para a galera do rock. Mas a paixão pela música e principalmente, a aversão à intolerância sempre estiveram de alguma forma presentes em minha personalidade. Só descobri que o 28 de junho era o dia do Orgulho Gay, ou dia da Consciência Homossexual, que hoje é chamada de Dia Mundial de Luta pela Diversidade, quando eu tinha por volta 15 anos, mais ou menos na época da primeira Parada aqui no Ceará.

Apesar de já ter passado meu niver, ainda aceito presentes atrasados: que tal um mundo mais tolerante? Que tal mais respeito com o que é que diferente? Taí um presentão que eu faria questão de dividir.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Promoção de Páscoa Pague Menos

Em abril deste ano a Pague Menos realizou uma gincana virtual, onde pistas foram espalhadas pelas mídias sociais (Twitter, Facebook, etc). Eu elaborei os textos e "caminhos" da brincadeira. Aqui, uma amostra dessa divertida ação.


Clique para ampliar.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Livro novo: Julie & Julia



Dia desses publiquei a crítica do filme Julie & Julia (parte 1, 2 e 3) e estou muito feliz, porque finalmente adquiri o livro que deu origem a filme. O bom é que comprei pela Estante Virtual, que é uma rede de sebos na Internet, então saiu a menos da metade do preço da livraria, incluindo o frete. Lá é um ótimo lugar para encontrar livros raros, então vale a pena dar uma conferida. Outro detalhe: a capa é a original do livro da Julie Powell, uma cozinheira de roupa xadrez vermelha com uma tigela. Odeio essa onda de colocarem fotos dos filmes nas capas dos livros nos quais foram baseados. O filme é que deveria ter capa do livro no pôster, não o contrário.

E tem gente que mesmo gostando de leitura tem preconceito com sebos, mas a verdade é que o meu Julie & Julia chegou novinho pra mim. Sério, nem parece que alguém o leu. Não tem amassados, apenas os cantinhos um pouco arredondados. As páginas não estão amareladas e não há cheiro de mofo. Sinceramente, acho que o livro é novo.

Eu já estou curtindo muito, porque a linguagem é super fluida, já que o livro existe a partir de um blog. Ele já está passeando comigo na bolsa para ler em todo momento que der. Detalhe: a bonitinha aqui precisa estudar para as provas finais de inglês, mas espero terminar Julie & Julia tão rápido que nem vai dar tempo de prejudicar os estudos.





Será que o Sherviajando vira livro um dia, hein? ;P

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Responda a enquete...

... que está aí ao lado, por favor. :)

O IBGE do Sherviajando continua.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

sábado, 4 de junho de 2011

Eu quero ir de bike


O trânsito em Fortaleza está caótico. Isso é fato comentado todos os dias nesta cidade, que mesmo sendo relativamente pequena, faz seus moradores perderem tempo, paciência e um pouco da alegria de viver todos os dias. Não existe mais um horário por aqui em que os ônibus não estejam lotados e o trânsito não esteja lento. Fora o terrível problema das ruas esburacadas, que parece não ter solução ou responsáveis.

Por essas e outras, tenho muita vontade de adotar a bicicleta como meio de transporte mas não sei se dou conta. Todo mundo comenta o quanto o trânsito é violento com os ciclistas. A cidade não tem ciclovias, pelo menos não que levem a outros lugares. Os poucos espaços existentes reservados a ciclistas só têm alguns metros de comprimento, no máximo poucos quilômetros em linha reta. Então, a não ser que você more exatamente na mesma rua do seu trabalho, prepare-se para pedalar entre ônibus e caminhões.

Apesar de ficar apavorada com a idéia de usar a bicicleta nesse trânsito, pelo menos existe a possibilidade de pensar em rotas alternativas, menos movimentadas. Mas aí, o problema é outro tipo de violência. Conheço algumas pessoas que usam a bicicleta, ou usavam, para ir trabalhar mas desistiram depois de serem assaltadas e terem o veículo levado. Lembro da primeira e última vez em que fui assaltada, e bem, não é um sensação lá muito agradável.

Em compensação, conheço pessoas que usam a bike para ir a vários lugares e nunca tiveram muitos problemas. Geralmente elas moram em bairros vizinhos aos que costumam frequentar. Elas me inspiram a tentar, juntando isso à vontade de praticar esportes e ao abuso de ficar mais de 40 minutos esperando um ônibus que virá lotado e com certeza ficará preso em algum engarrafamento. Também adoro ver pessoas pedalando e me dá muita inveja vê-las passando por mim quando estou presa no trânsito.

Outra inspiração: as fotos de pessoas super fashion pedalando, a maioria delas da Europá, onde o povo já se tocou da importância em usar veículos menos poluentes faz tempo. Quer dizer, eu não queria ter que trabalhar sempre de mochila e roupa de ciclista, se trocar no trampo, essas coisas. Também não queria sair de carro todos os dias, contribuindo para o tal trânsito e para a poluição. As fotinhas são inspiradoras, principalmente estas, retiradas de um dos meus blogs de moda prediletos, o The Sartorialist. Gente andando de bike usando vestido e até salto alto! E as bolsas de alça colocada dentro da cestinha? Fofo.





Quando as vi, fiquei encantada e pensei: beleza, mas esse povo aí parece que não está com medo de ser roubado e convenhamos: aqui não é Amsterdã. Só que encontrei este outro blog, que será favoritado com certeza: A Gata de Rodas adotou a bicicleta em São Paulo, mundialmente conhecida pelo trânsito caótico e também pela violência. Sem falar que é uma cidade enorme, bem maior que Fortaleza. Reparei que ela não usa capacete, acessório que eu não pretendo dispensar, mas mesmo assim o blog vale a visita.

Outro estímulo bacana é o Bike Anjo, uma rede de ciclistas voluntários que ajudam pessoas que estão querendo usar a bicicleta no contexto urbano, como eu. Infelizmente ainda não tem Bike Anjo por aqui, mas enquanto isso, vou acompanhando as dicas. Porque com o casório, espero morar um pouco mais perto do trabalho. E aí, provavelmente uma magrela será incluída na listinha de chá de panela. :)

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Tudo azul






Vestido: Lojas Americanas, 30 reais.
Colar: Camelô em frente ao Iguatemi, 7 reais.
Sapatilha: Riachuello (faz tempo), por volta de 30 reais.
Jaqueta: Renner, 70 reais.
Faixa preta emprestada de outro vestido.
Relógio: Presente da sogrinha :)
Foto: Carolys.


Só depois que saí de casa percebi que estava toda azul! :O Se em outras épocas isso poderia ser chamado de cafona ou síndrome de Smurph, parece que hoje faz parte de uma tendência fashionista: color blocking. Na verdade não sei se o que fiz é a tal da tendência, vai ver tô até falando besteira.

Um detalhe a respeito do look: às vezes fico insegura em usar esse vestido para trabalhar, pois o acho um pouco curto. Mas segundo algumas regrinhas de moda/etiqueta que já vi em vários lugares, se você trabalha num lugar mais despojado então algumas coisas são permitidas. Dentre elas, roupas um pouco mais curtas e até shorts. Tanto que já vi várias meninas estilosas do meu trabalho usando shorts e mantendo a elegância.

Se você trabalha num ambiente informal mas não quer chegar sensualizando, então o lance é equilibrar. Esse vestido, por exemplo, apesar de curto não é colado nem decotado. Os ombros não ficam de fora e eu gosto do lance meio sessentinha que ele traz. Aquela coisinha ingênua, meio brincalhona. Escolhi a sapatilha porque além de super confortável e querida, ela também não tem salto alto. Acho que não usaria salto para trabalhar com um vestido curto. Acho.

Um blazer ou jaqueta também ajudam a dar um ar um pouco mais comportado ao visual. Lenços também podem ajudar.

Ah, repararam que eu saí rindo em algumas fotos? Pois é, coleguinhas do trabalho apareceram para um lanchinho bem no momento narcisista da blogueira. Reparem que alguns estão fazendo a linha black color blocking. Já o chefinho, arrasando de amarelo.


E outro que foi trabalhar de azul foi o Ed, um dos redatores. Olha quanta seriedade!