quarta-feira, 30 de março de 2011
Bebês fofos e o rock
Aí já trazem na veia! `:P
terça-feira, 29 de março de 2011
Crítica – Julie&Julia (parte 1)



Bon appetit!
segunda-feira, 28 de março de 2011
Bruna Surfistinha participa do programa da Ana Hickman



sexta-feira, 25 de março de 2011
Tudo errado
"Meu Deus o que é isso? Tá tudo errado! Aqui nessa barraca tem duas mulheres dormindo juntas! Naquela ali tinha dois homens! É homem com homem, mulher com mulher, homem com mulher! TÁ TUDO ERRADO! TÁ TUDO ERRADO!"
?
quinta-feira, 24 de março de 2011
Crítica de filme - Esposa de mentirinha


quarta-feira, 23 de março de 2011
Luiz Caldas canta Heavy Metal
terça-feira, 22 de março de 2011
Função: enfeite
Desejo: arranhador para a Celina




segunda-feira, 21 de março de 2011
Uma loba sob medida que ama Rock and Roll
sexta-feira, 18 de março de 2011
Aos gatos, com carinho

Logo após o carnaval comecei a trabalhar numa agência de publicidade. É uma área nova para mim e com certeza vai me render bons frutos, na minha carreira na área da comunicação. O primeiro deles, creio que serão amizades novas porque é um povo interessante demais. Galera modernoza, simpática e antenada demais em boa música.
Uma das pessoas legais que conheci foi Daniel Gandra, ou “Gandrácula” para os iChatíntimos. Descobri que a figura é do time dos amantes de animais, super simpatizante do vegetarianismo. Trocando idéias com ele sobre bichinhos, e também dando uma passeada pelo blog do rapaz, deu saudade da minha gatinha em casa. Então lembrei de algumas músicas que o Ferreira Gullar fez com a Adriana Calcanhoto falando exclusivamente de... gatos!
Bom fim de semana. :)
Links para o YouTube (queria incorporar, mas a Adriana Calcanhoto não deixa)
Gato pensa: http://bit.ly/gmUwlO
O gato e a pulga: http://bit.ly/eYoAJv
Ron ron do gatinho: http://bit.ly/9jGvfF
O dono do pedaço: http://bit.ly/cQs18i
quarta-feira, 16 de março de 2011
Desatualizada...

terça-feira, 15 de março de 2011
Crítica de filme e de público - Bruna Surfistinha

Há alguns dias comentei por aqui que assisti ao filme “Bruna Surfistinha” e gostei. Pois bem, dias depois do ocorrido, tentarei lembrar porque gostei tanto do filme apesar de tê-lo visto numa sessão terrivelmente barulhenta.
Em primeiro lugar, o filme me interessou por ser baseado num blog que virou livro. Não que existam reais pretensões em ver este bloguinho em prateleiras da Saraiva. É que me fascina a idéia de que pessoas comuns, dos mais variados tipos tenham idéias incríveis e escrevam bem ao ponto de serem publicadas. Acho isso muito legal, ainda mais no contexto brasileiro, que tem uma média de leitura tão baixa.

Em segundo lugar, o filme fala da trajetória de Rachel Pacheco, que aos 16 anos resolveu se tornar garota de programa. Outro tema que me interessa: prostituição.
Lembro da época em que o livro de Rachel, chamado “O doce veneno do escorpião” se tornou muito popular, justamente por ser polêmico. Eu nunca o li, numa tendência um tanto preconceituosa de recusar quase tudo que fosse pop e aparentemente instantâneo (pois é, mudei um pouco e hoje em dia leio até biografia da Lady Gaga. Brincadeira.) Outra razão para me afastar foi o filme pornô de Bruna Surfistinha, que foi lançado na época. Mas ainda tenho curiosidade em ler “O doce veneno…”, e vou esperar até que a onda do filme passe um pouco. O livro deve estar caro no momento.
Mas vamos ao filme. Roteiro muito bem amarrado, fotografia bacana, trilha sonora muito boa. Prostituta viciada em cocaína, abandonada pelos amigos, com saudade da família, triste e na chuva? Toca Radiohead!

Outra coisa: a versatilidade da Deborah Secco. Não em relação à atuação, que eu acho que ela sempre interpreta a mesma coisa, mas à idade. Tantos anos depois e ela ainda consegue parecer a molequinha de Confissões de Adolescente (saudade!) numa cena e virar um mulherão em outra. Há momentos em que ela está numa sala de aula com outros adolescentes e realmente consegue se misturar. Lembra do Murilo Benício interpretando seu clone adolescente? Não era daquele jeito.
Já as cenas de sexo ficaram muito bonitas. Elas são vulgares e divertidas (algumas), mas ao mesmo tempo não são pornográficas, entende? É que é a história de uma prostituta que trabalha num “privê” barato, com clientes dos mais variados tipos e taras. Tinha que ter uma crueza. Mas foram feitas com inteligência e bom gosto, sem parecer tanto com pornochanchada. Mesmo a cena em que Bruna realiza a fantasia de um cliente e urina sobre ele foi feita de forma inteligente e interessante. Talvez aí eu deva um elogio à atuação de Deborah, que parece ter pesquisado muito e dado a devida importância e respeito ao papel.
E mesmo não sendo pornográficas, as cenas ainda causam gritos de euforia nos taradinhos de plantão, e olha que nem todas as cenas de sexo são passíveis de riso. Algumas são violentas, constrangedoras. Alguns colegas de sessão chegavam a “torcer”em algumas partes. Só não me pergunte pra quem torciam. Mesmo em cenas que não eram de sexo, mas eram bastante dramáticas houve que risse e gritasse. Haja paciência.
O primeiro programa que Bruna faz é sofrido, doloroso. Ela só não chora para provar a si mesma que não é criança e que não voltará correndo pra casa. Mas me deu vontade de chorar. Deu nojo também. E me deu muita vontade de sair gritando dentro do cinema com todos aqueles idiotas que faziam piadinhas.
Por que o sofrimento de Rachel Pacheco merece ser banalizado? Talvez porque ela não tenha se tornado Bruna Surfistinha por razões financeiras. Rachel foi adotada por uma família de classe média alta e vivia em condições mais que razoáveis. Estudava em bom colégio e era amada pelos pais adotivos. O que mais uma menina sem família poderia sonhar?

Porém, de acordo com o filme, Rachel se sentia feia, perdida e sem identidade. Sofria bullying na escola e era humilhada pelo irmão mais velho. Uma característica: amava ler e escrever.
Um dia, é seduzida por um colega de classe e quase transa com ele. O garoto fotografa esse “quase“e publica no orkut, gabando-se. No dia seguinte a menina é perseguida na escola, como se a violência do colega já não fosse suficientemente ultrajante.

O episódio cai como uma cereja no bolo. Sentindo-se sozinha e rejeitada, apesar do carinho dos pais, Rachel arruma a mochila e vai se tornar garota de programa, numa tentativa de provar a si mesma que pode ser bonita e dona de si. E aí vale a reflexão sobre a posse de nosso corpo. Até que ponto Bruna Surfistinha é dona de si, e até que ponto não? Mulheres, reflitam!
Mas o contexto de Rachel Pacheco na adolescência pode parecer bobagem aos olhos de alguns. Quer dizer, não merece sensibilidade de ninguém, tem mais é que sofrer mesmo? O que justifica o riso diante de um “quase-estupro”?
Só porque foi fotografada fazendo sexo oral, sem permissão e colocaram foto na Internet vai virar puta? Estupra! Estupra!
Saiu de casa para uma faculdade de respeito usando um vestido curto demais? Estupra! Estupra!
Virou travesti e agora está com medo de pegar HIV? Estupra! Estupra!
Falando sério, para entender essa mentalidade talvez fosse preciso assistir ao filme de novo, bem escondidinha e com total silêncio. Ler o livro, conversar com a própria Rachel, com os doentes e gritadores, com sociólogos, fazer terapia, teses de mestrado, doutorado, pilates...
domingo, 13 de março de 2011
"De repente você sente que perdeu ou está perdendo alguma coisa
morna e ingênua que vai ficando no caminho..."
sexta-feira, 11 de março de 2011
E depois de descer a serra...
Ainda de ressaca de carnaval. Mas não ressaca de bebida e sim de sono. Mas não de sono demais, e sim de sono de menos. Meu carnaval foi acampando numa serra gelaaaaada aqui do Ceará, na cidade de Guaramiranga. O lugar já virou referência para quem não é de folia e quer passar longe do odioso “foge foge Mulher Maravilha”. Durante os quatro dias, Guará sedia o Festival de Jazz e Blues, e muita gente vai para lá acampar e curtir um som mais alternativo e black.
Fui pela primeira vez, e como acampante de primeira viagem percebi que sou um desastre total. Não que eu fosse a rainha das frescuras ou morresse de medo de sapos (na verdade acho eles nhindos), mas é que armar barraca no escuro, morrendo de frio e com ameça latente de chuva é dose. E quando a ameça se cumpriu e fomos contemplados por vários torós, nosso camping se tornou uma mar de lama. #trágico
Fora que o fuso horário de Guaramiranga no carnaval é bem diferente. Gente chegando no meio da madrugada, rindo o tempo todo, acordando todo mundo. Além do excesso de frio e calor na barraca. Enquanto à noite ficávamos batendo os dentes, era só um pouco de sol surgir para que a barraca virasse um forninho. Então era (tentar) dormir às 2 da manhã e levantar no máximo às 8.
E apesar de alguns estresses em off e de não ter ouvido tanto jazz e blues como achei que ia acontecer, curti bastante. Muita gente legal, além de um bar incrível com a melhor trilha sonora do planeta: o Odilon. Se você quer conhecer uma taberna contemporânea meio metal-punk-hippie-underground, vá ao Odilon no Carnaval. O bar que nunca fecha. Cheguei a virar uma noite por lá e fiquei passada ao ver o povo varrendo e organizando tudo às 6 horas da manhã, sem parar nem para fechar. E no DVD rolando Beatles, AC/DC, Metallica, Bob Marley, The Cure, Tim Maia, Cazuza, Belchior… Bom demais! Ah, e se sobrar coragem, experimente a Odilombra, a cachaça caseira. Fiquei tonta só com o cheiro.
Na próxima vez, quero fazer ecoturismo. Falaram muito das trilhas e das cachoeiras mas minha galera era sedentária demais então boa parte do tempo foi passear pela cidade e curtir os novos amigos.
Fotinhas depois, I promise.
Tsunami no Japão: 60 mortes confirmadas
terça-feira, 1 de março de 2011
Contra risonhos e gritadores

Quero escrever a crítica do filme Bruna Surfistinha, que assisti com o namorado ontem, mas aqui é completamente sem condições. Fica para depois.
Adianto que gostei muito do filme. Mas deixe para assistir daqui há algumas semanas, quando as salas deverão estar menos lotadas de figuras que gritam e riem alto durante cenas horríveis de quase-estupro. Vontade de jogar 1 litro de refrigerante na cabeça daqueles punheteiros doentes e sem noção. Como alguém ainda pode rir de certas coisas?
Sim, estou de mau humor. Mas ouvindo as mesmas duas músicas há 40min, quem não estaria?